Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Auto-retrato

 

Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.


                      Natália Correia

sinto-me:
tags: ,
publicado por picarota310172 às 17:22
link | favorito
Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

.Abril 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Poesia

. Nuvens correndo num rio

. Vaidade

. O NOSSO dia!

. Fiz um conto para me emba...

. Tortura

. Para sempre...mulher! Par...

. Auto-retrato

. Charneca em flor

. ORQUÍDEA